SINICON defende fortalecimento da engenharia nacional como motor para exportações durante o ENASERV 2025
Publicado por COMUNICAÇÕES em POLÍTICA · Sexta 27 Jun 2025 · 2:15
SINICON defende fortalecimento da engenharia nacional como motor para exportações durante o ENASERV 2025
Nesta quinta-feira (26), o diretor executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura (SINICON), Humberto Rangel, participou do ENASERV 2025, contribuindo para o painel “O que é necessário para o Brasil exportar mais serviços?”. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), com patrocínio do SINICON, reuniu lideranças empresariais e autoridades públicas para debater caminhos para a internacionalização de serviços brasileiros.
Durante a apresentação, Rangel destacou o papel estratégico da engenharia no desenvolvimento econômico nacional e internacional, e defendeu a retomada de uma política robusta de crédito à exportação para serviços de engenharia. Segundo ele, o Brasil passou de um país importador para um relevante exportador de serviços de engenharia nas décadas passadas, mas enfrentou, na última década, um processo de involução marcado pela paralisação de obras, insegurança jurídica e queda no número de profissionais da área.
Rangel reforçou que investir em infraestrutura pode ampliar significativamente o PIB potencial do país e gerar impacto direto na renda, especialmente com a participação de micro, pequenas e médias empresas – responsáveis por 70% das exportações brasileiras de engenharia.
“A experiência brasileira no exterior é sólida. O setor já figurou entre os quatro maiores exportadores mundiais de serviços de engenharia. Com uma política de crédito adequada, podemos não apenas retomar esse protagonismo, mas também fortalecer nossa indústria e gerar empregos de qualidade”, afirmou.
O ex-ministro e atual diretor da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Márcio Fortes, que também ocupa o cargo de vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), também participou do debate. Em sua análise, destacou que “a exportação de serviços costuma vir acompanhada da exportação de bens. Ao abrir mão desse segmento, o Brasil renuncia a um mercado estratégico e altamente competitivo no cenário internacional. ”
O diretor executivo do SINICON encerrou chamando a atenção para a importância da aprovação do PL 6139/2023, que propõe novos instrumentos de fomento à exportação de serviços. Ao encerrar sua participação, reforçou a mensagem central da entidade: “Não existe nação forte sem engenharia forte. Exportar é essencial para o Brasil crescer”.
Realizado no Rio de Janeiro, o evento contou também com a participação do coordenador de Comunicação do SINICON e vice-presidente da AEB, Marcelo Gentil.










