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Podcast Caminhos estreia série sobre Eleições 2026 com José Sergio Gabrielli

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Podcast Caminhos estreia série sobre Eleições 2026 com José Sergio Gabrielli

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Publicado por COMUNICAÇÕES em GESTÃO · Quarta 16 Set 2026 · Tempo de leitura 4:15
O Podcast Caminhos, do SINICON, lança na próxima quarta-feira, 16 de setembro, às 11h, o primeiro episódio da série especial “Caminhos para o Brasil - Infraestrutura e Desenvolvimento nas Eleições 2026”. Gravado no dia 10 de setembro, em Brasília, o programa tem como convidado o economista e ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, que coordena a elaboração do programa de governo da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
A série receberá candidatos à Presidência da República ou representantes indicados oficialmente por suas campanhas para apresentar e debater propostas para o desenvolvimento do país, tendo a infraestrutura como um dos principais eixos da discussão. Os seis principais candidatos foram convidados pelo SINICON, em agosto, a participar da série.
Na conversa com o apresentador Ruy Conde e o diretor-executivo do SINICON, Humberto Rangel, Gabrielli defendeu a necessidade de ampliar a capacidade de investimento do país e tratar a infraestrutura a partir de um planejamento que ultrapasse os ciclos anuais do Orçamento e os mandatos governamentais.
Para o economista, mudanças estruturais já em curso - como o envelhecimento da população e o deslocamento da atividade econômica para o interior e para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste - exigirão novos investimentos em infraestrutura logística e urbana, saúde, educação e serviços públicos.
“Não há desenvolvimento sem investimento. Não há mudança para o futuro sem investimento”, afirmou Gabrielli durante a entrevista.
Planejamento e investimento de longo prazo
Um dos pontos centrais da conversa foi a necessidade de recuperar a capacidade de planejamento do Estado. Gabrielli argumentou que grandes projetos de infraestrutura não podem ficar subordinados exclusivamente à lógica orçamentária de curto prazo e defendeu mecanismos capazes de assegurar recursos durante todo o ciclo de execução dos empreendimentos.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o Brasil estabelecer um percentual mínimo do PIB para infraestrutura, evitou fixar um número, mas defendeu uma parcela do Orçamento destinada aos investimentos. Segundo ele, projetos que levam vários anos precisam ser tratados de acordo com seu prazo de execução, reduzindo o risco de paralisações.
“A pior coisa, a mais ineficiente coisa que pode ter, é ter uma obra parada. Se nós começamos a fazer, tem que terminar”, destacou.
A entrevista também abordou a situação fiscal e o patamar dos juros. Gabrielli afirmou não considerar que o Brasil viva atualmente uma crise fiscal e relacionou parte importante do crescimento da dívida ao custo dos juros. Na avaliação apresentada por ele, ganhos de eficiência e de gestão dos gastos públicos devem fazer parte da estratégia fiscal.
Financiamento da infraestrutura - No campo do financiamento, Gabrielli defendeu o aprofundamento do mercado de capitais, a ampliação de instrumentos privados de longo prazo e o fortalecimento dos bancos públicos.
Para ele, o BNDES deve continuar exercendo papel relevante no financiamento de longo prazo e desenvolver mecanismos de garantia capazes de alavancar investimentos privados. Durante a entrevista, também citou debêntures incentivadas e fundos voltados ao financiamento de projetos como instrumentos que podem ampliar as fontes de recursos para investimentos.
Engenharia nacional - Outro tema de destaque foi a situação da engenharia brasileira. Provocado pelo SINICON sobre a perda de capacidade das grandes empresas nacionais e a crescente presença de companhias estrangeiras no mercado de infraestrutura, Gabrielli defendeu políticas voltadas à recuperação da engenharia pesada brasileira e de sua atuação internacional.
O economista avaliou que o enfraquecimento das empresas nacionais abriu espaço tanto para uma reorganização de companhias de pequeno e médio porte quanto para maior presença de grupos internacionais. Também defendeu a retomada de instrumentos de financiamento à exportação de serviços de engenharia.
Ao final da entrevista, o SINICON entregou a Gabrielli, em primeira mão, as 25 propostas do setor para a infraestrutura brasileira. O documento será apresentado aos presidenciáveis como contribuição da construção pesada ao debate eleitoral e à formulação das políticas para o próximo ciclo de governo.
Projeto de país - Na parte final do programa, Gabrielli apresentou algumas das prioridades que estão sendo discutidas na elaboração do programa da candidatura de Lula, incluindo políticas de cuidados diante do envelhecimento da população, segurança pública, transições tecnológica e energética, reindustrialização, políticas para as mulheres e soberania nacional. As posições expressas no episódio representam as propostas e avaliações apresentadas pelo entrevistado.
O episódio reforça a proposta editorial do “Caminhos para o Brasil”: mais do que discutir obras, promover um debate sobre planejamento, investimento e o projeto de desenvolvimento do país para as próximas décadas. São apoiadores do Podcast Caminhos o Poder 360 e a M&M Lexis Editora.


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