Estudo Econômico Inédito Revela Que O Programa PE na Estrada Pode Gerar Mais de 141 Mil Empregos...
Publicado por COMUNICAÇÕES em ECONOMIA · Terça 22 Set 2026 · 2:45
Estudo Econômico Inédito Revela Que O Programa PE na Estrada Pode Gerar Mais de 141 Mil Empregos e Trazer Crescimento de 3,95% no PIB de Pernambuco
RECIFE, PE – 14 de agosto de 2026 – O Professor de Economia da UFPE, Ecio Costa, especialista em cenários macroeconômicos e análises econômicas, apresentou nesta semana os resultados de um estudo detalhado que mensura os impactos estruturais do Programa PE na Estrada. Com um investimento total de R$ 5,2 bilhões previstos pelo Governo do Estado, a iniciativa, focada na requalificação e ampliação de 2.100 km de rodovias estaduais, promete ser o maior motor de recuperação da economia pernambucana a curto e médio prazo.
Utilizando um modelo inter-regional de insumo-produto, a pesquisa quantificou os efeitos diretos, indiretos e induzidos da injeção bilionária no estado. Os dados revelam que o setor de infraestrutura e construção pesada tem um poderoso efeito multiplicador: para cada R$ 1 financiado pelo programa, deverão ser gerados R$ 1,71 na produção estadual. O montante inicial deverá gerar um Valor Bruto de Produção (VBP) total de quase R$ 7,1 bilhões no estado.
A expansão projetada para o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco alcança a expressiva marca de 3,95%, o que equivale a um acréscimo de R$ 3,7 bilhões na geração de riqueza local.
O mercado de trabalho será o principal beneficiado. A simulação aponta a criação de 141.989 empregos totais durante o período de 3 anos do programa. Desse contingente, estima-se a abertura de 94.920 vagas diretas nos canteiros de obras, 19.964 vagas indiretas em fornecedores e cadeia produtiva, e 27.104 vagas induzidas — geradas pelo aumento do consumo das famílias dos trabalhadores no comércio e nos serviços. Esse volume de contratações representa um salto de 9,25% sobre todo o estoque de empregos formais do estado, registrado no primeiro semestre de 2026 (1.535.055 postos).
Além do aquecimento produtivo, o estudo confirma que o Estado também colherá os frutos do crescimento por meio da arrecadação. O aquecimento da economia resultante do programa deverá devolver aos cofres públicos cerca de R$ 328,12 milhões apenas em recolhimento de ICMS, utilizando premissas conservadoras de cálculo.
"A infraestrutura atua como um verdadeiro multiplicador macroeconômico", destaca o economista Ecio Costa. "Obras estruturadoras contempladas, como o Arco Metropolitano, que receberá sozinho R$ 632 milhões em investimentos, vão muito além do canteiro de obras. Elas reduzem imediatamente o 'Custo Brasil', proporcionam competitividade logística ao Porto de Suape e melhoram o ambiente de negócios. Esse estudo prova que investir na malha viária é a maneira mais eficiente de o Estado induzir o emprego e a renda das famílias."
O estudo completo, contratado pelo Sinicon, foi formatado para evidenciar não apenas o retorno financeiro, mas também a redução no custo logístico, na manutenção de frotas e o aumento da segurança nas estradas de todas as regiões de Pernambuco, do Litoral ao Sertão.










